HISTÓRIA ILUMINADA

Ícone da cultura baiana, Teatro Castro Alves reduz consumo de energia graças a projeto da Coelba.

Tombado pelo IPHAN como patrimônio nacional em 2014 e símbolo da arquitetura moderna de Salvador, o Teatro Castro Alves, o mais tradicional da Bahia, vai reduzir em 34% seu atual consumo de energia graças a um projeto de eficientização desenvolvido pela Coelba, distribuidora do Grupo Neoenergia.

Realizado por meio do Programa Anual de Eficiência Energética da Coelba, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto prevê intervenções na central de água gelada e no sistema de iluminação, entre outras, e tem previsão de conclusão para dezembro.

O primeiro passo do projeto foi a elaboração do diagnóstico energético, que identificou os pontos de desperdício de energia e sugeriu melhorias. No sistema de iluminação haverá requalificação das luminárias instaladas com a substituição das lâmpadas fluorescentes e reatores por LED.  A previsão de redução do consumo é de 261,07 MWh/ano, o que representa uma economia em torno de R$ 132 mil.



Já a substituição dos equipamentos da central de água gelada vai gerar uma economia de 344,84 MWh/ano, cerca de R$ 175 mil por ano.  A central de ar-condicionado vai receber um novo Chiller para garantir a climatização do ambiente com consumo de energia mais eficiente.

No sistema de iluminação geral, escritórios, Concha Acústica e na garagem serão substituídas aproximadamente 3.900 lâmpadas tubulares fluorescentes de 32W  com reator por LED tubulares de 18W, o que vai reduzir bastante o consumo de energia. A diretora artística do teatro, Rose Lima, destaca a importância do projeto e da requalificação do teatro. “Estamos comprometidos em aprimorar as estruturas e garantir economicidade própria de um espaço público”.

As lâmpadas incandescentes de 3,2W, que fazem a sinalização das poltronas da sala principal, serão substituídas por LED de 1W. As lâmpadas do estacionamento lateral do teatro e do acesso à Concha Acústica serão substituídas por LED  de 18W.  “O principal objetivo é minimizar o consumo de energia do teatro e, ao mesmo tempo, enfatizar sua bela e importante arquitetura”, explica Ana Mascarenhas, gerente de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia.

Um belo exemplo de arquitetura moderna na primeira capital do Brasil, o Teatro Castro Alves teve sua construção iniciada em 1958 e concluída em 1967, com projeto do arquiteto baiano José Bina Fonyat Filho (1918-1977), com colaboração do engenheiro baiano Humberto Lemos Lopes (1921-2008). A edificação recebeu menção honrosa na 1ª Bienal de Artes Plásticas do Teatro, em São Paulo.

O complexo do TCA, administrado pela Fundação Cultural da Bahia, abriga o Balé Teatro Castro Alves, criado em 1981, e a Orquestra Sinfônica da Bahia, criada em 1982. As instalações incluem a Sala Principal, com capacidade para 1.560 lugares, a Concha Acústica (5.600 lugares), a Sala do Coro (197 lugares), o Foyer, um centro técnico, um jardim suspenso e o Café Teatro, além das salas administrativas e de ensaio.